quarta-feira, 27 de julho de 2011

Da Minha Vida Gauderia.

Na minha vida gauderia
Em galpão
Sou o menor dos tições
Quase sem valor
Mas trago no meu peito
O pajador farroupilha
Que brigou pelas coxilhas
Com garra de um guerreiro!
Sou legenda sou imagem
Dos costumes campesinos
Sou o tropel sou as crinas
Do cavalo que corcoveia
Sou o homem que maneia
E o buçal que redomão
Sou faixas de um carvão
Que num instante incendeia
Sou a cocheira na trempe
Aquecendo no fogo brando
Sou o barulho do baralho
Trançando o jogo a primeira
Sou oi fruto da pitangueira
Que a natureza matou
Sou a raiz que espalhou
Nesta terra gauchesca.
Sou o barulho da manada
Disparando pelo vale intenso
Sou a sombra do pomar
Diminuindo o calor
Sou a marca do corredor
Num comércio de estância
Sou um gole de cachaça
Para afastar as magoas do amor
Sou o canto do quero-quero
Guardian das coxilhas
Sou o estilingue a farroupilha
Nas mão do guri cagador
Sou as cordas pelo trançado
Fazendo tranças com carinho
Sou a estante do barzinho
Sou o grito do envido ou flor!
No meio do aguapezal
Sou tudo aqui neste pago
Sou crença, vida , sou raça
E esse é o meu viver .


Autor da Obra : Pedro Emilio Rocha.

Dia Internacional das Mulheres.

A você mulher que é mãe
Com muita fibra e coragem!
Embora embalada em sonhos
Que às vezes não são reais
No viver dos dias teus...
Dia Internacional das Mulheres
E uma homenagem prestamos
A quem de fato merece...
Para a rainha do Amor
Essa mulher de valor.
À você jovem estudante
Que deixe de ser criança
E se envolve na esperança
Quero que encontre o ideal
Através dessa mensagem
Mulheres do mundo inteiro
E que de carinho se cobre
E neste dia tão nobre
Que ainda guarda saudades
De seu passado repleto ...
De amor e sonhos concretos.
Enfim... a você mulher
Que renova este universo
E em cada frase se encerra...
Para que o futuro mude
E não tenha um viver rude.
Quero te ver realizada!
A minha mensagem franca
Ás mulheres da minha terra!
E que em nossa vida floresce!
Que na pureza e na essência aparece
E nessa frase que eu disse...
Com sacrifícios e brilhos.

A você Mulher do nosso Coração!!!


Autor da Obra : Pedro Emilio Rocha.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A IMPORTÂNCIA DO DESENHO

Um importante ponto do planejamento pedagógico para a turminha do grupo III é o
oferecimento de momentos para o desenho. O mesmo é uma forma encantadora de
aprendizagem, pois permite que a criança desenvolva noções de espaço, tempo e
quantidade.
Por acreditarmos no desenho como uma forma de linguagem com características
próprias, incentivamos a prática cotidiana do mesmo, valorizando sempre as
produções e dialogando com aluno a respeito do seu trabalho.
É preciso que as pessoas compreendam o processo do grafismo infantil, evitando
assim interferências e julgamentos estéticos do ponto de vista do adulto. É comum
aparecer nos desenhos desta faixa etária as famosas garatujas, que apresentam
movimentos desordenados sem respeitar os limites na folha, que aos poucos vão se
tornando ordenados até que os rabiscos começam a ganhar nomes. A valorização e o
incentivo do desenho são de extrema importância para que a criança não tenha receio
de se expressar e desenvolva cada vez mais a sua criatividade.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Homengem a um Amigo

NONÔ GOULART partiu
Nos rumos de outra morada
Com sua idéia formada
Fez dela a sua soberania
E aqui lutou com garlhadia
No seu modo de pensar
Para tentar melhorar
O mundo no seu dia a dia!


Foste um livre democrata
Trabalhista e Socialista
Que tinha um ponto de vista
E nele era seguro
Não ficava em cima do muro
Na decisões por São Borja
Seus sonhos tinham a forja
De esperanças ao futuro!


Um lutador na sequência
Do carisma "Getulista"...
E das idéias "Janguistas"
Nas mudanças nacionais
De raízes tradicionais
Da "Terra dos Presidentes"
Conservaste sempre em mente
O ardor de seus ideais!


Eu te agradeço a confiança
Que tiveste em minha pessoa
Entre as "ruins e as boas"
Que sempre a vida nos traz
Nossos encontros no mais
Na esquinas ou nas praças...
Em nossas prosas e graças
Sempre assuntamos a paz!


Paz maior que hoje encontras
Junto ao Pia Celestial
E nessa passagem formal
Da vida pra eternidade
Na minha sensibilidade
De amizade e emoção
Em meu xucro coração
Viverás na minha saudade!


Ficamos com atua imagem
E teu rosto sorridente
Falo assim...é pela gente...
Os pobres deste abrigo
Isso, é o que levas contigo...
Daqui...as boas ações
Junto com as orações
Deste teu eterno amigo!


Autor da Obra : Pedro Emilio Rocha.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Trabalho de ilustração



"Certa vez, Caéco estava vendendo um lote de pôneis para um fazendeiro e este perguntou à Caéco em que banco poderia depositar o dinheiro. Caéco franziu a testa e respondeu: - Neste aqui, puxando um'cepo' que estava ao seu lado".
LUIZ CARLOS MIRANDA BATISTA, O CAÉCO
Texto por Prof. Ariane Ferreira
Luiz Carlos Miranda Batista, o Caéco, é poeta são-borjense. Nasceu dia 16 de agosto de 1936 em São Borja. Casou-se, teve dois filhos, dedicou sua vida ao trabalho no campo.
Caéco veia a falecer dia 16 de fevereiro de 2010 que, por ironia do destino, foi justamente no dia de carnaval, no qual o poeta participava com letras de músicas nos festivais, ganhando praticamente todos que participava e só parou a pedido de sua mãe.
O poeta foi também uma peça fundamental nas realizações do Festival de Barranca, festival no qual participava fielmente com suas composições. Para ilustrar ainda mais sua coleção de troféus, Caéco venceu (como letrista) algumas edições da Ronda de São Pedro, grandioso festival de música de São Borja.
Viveu seus últimos dias em sua residência, a fazenda Santa Branca que pertencia a seu pai, local onde Caéco passava quase todo seu tempo, era seu refúgio.
Quem o conheceu sabe, homem de poucas palavras e onde nessas, expressava a marca de sua autenticidade. Era um gaúcho nas dimensões da alma e um amante da liberdade; simpático, irônico, gracioso com os amigos; um exímio contador de causos.
E Caéco é assim, sem esquecer o acento e como ele mesmo dizia:
“Eu nunca fui além de mim
Sou isso que sou e que serei
Somente Deus há de mudar meu tranco
E por viver assim já me aquerenciei”
Em seu único livro publicado, “Mateando”, Caéco transmite as coisas simples da vida no campo, do homem campeiro, aquilo que vivenciou e recolheu ao longo de sua existência. Rico em linguagem regionalista, os poemas trazem um sabor campesino, original, são como orações que a rude fé gaúcha encontra cada vez que surpreende sua própria razão e vitalidade.
Aos pingos que tive um dia - Caéco

Em que campos andarão
Os pingos que foram meus?
Seus novos donos quem serão?
Eu sempre ouvi dizer
Que quando um chiru é buenacho
Tem garantida a morada
Numa invernada do céu.
E os pingos, também terão?
Pois, buenos como eles foram,
Creio que lá estarão.

E sei que um dia vou tê-los
Quando pra lá também for.
E de longe, quero vê-los
Pastando por entre as estrelas
Num campo de pura flor.